Resumen
Este artigo analisa os investimentos em Inteligência Artificial (IA) na América Latina e suas implicações para a desigualdade regional, considerando a assimetria entre países centrais e periféricos. A pesquisa adota abordagem qualitativa e quantitativa, de caráter exploratório e descritivo, fundamentada em revisão bibliográfica. Os resultados indicam que, enquanto Estados Unidos e China concentram investimentos em setores de alta tecnológica, a América Latina ainda apresenta baixo volume de aportes, com predomínio de aplicações em áreas tradicionais, como finanças e comércio eletrônico. Essa configuração reforça a dependência tecnológica e limita a capacidade da região em gerar inovações próprias de caráter disruptivo. Entre os principais desafios estão a falta de infraestrutura digital, a escassez de talentos especializados e a fragmentação de políticas públicas. Conclui-se que superar tais barreiras exige estratégias coordenadas de soberania tecnológica, investimentos em educação e ciência, além da criação de ambientes regulatórios e institucionais que incentivem inovação sustentável.

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