Resumen
Este artigo analisa a influência dos algoritmos de recomendação de redes sociais no comportamento dos usuários, com foco nos padrões de engajamento e consumo digital, especificamente tempo de tela, estímulos de compra e impulsividade. O objetivo principal é investigar como os sistemas algorítmicos das plataformas TikTok, Instagram e Facebook prolongam a retenção do usuário e articulam estratégias de personalização para intensificar práticas de consumo impulsivo. A metodologia adotada é qualitativa, de caráter documental e descritivo, apoiada na análise de conteúdo temática de artigos científicos, relatórios institucionais e estudos de caso publicados entre 2018 e 2025. O referencial teórico aborda os mecanismos neurobiológicos de retenção, o fenômeno do social commerce, a vulnerabilidade de jovens e adolescentes à impulsividade digital e os limites impostos pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Os resultados indicam que os algoritmos operam como ferramentas de engenharia de persuasão, explorando o sistema de recompensa cerebral por meio de recompensas variáveis e rolagem infinita, enquanto integram dinâmicas de consumo diretamente ao feed do usuário. Conclui-se que a arquitetura algorítmica das redes sociais contribui para a formação de hábitos compulsivos e para a expansão do materialismo na contemporaneidade, demandando maior transparência das plataformas e observância dos marcos regulatórios de proteção de dados.

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