Resumo
Este artigo analisou a viabilidade estratégica de substituir a exportação de minério de ferro (commodity bruta) por produtos siderúrgicos (aço de alto valor agregado) no Brasil. Atualmente, o país consolida-se como o segundo maior produtor mundial de minério, porém ocupa apenas a nona posição na produção global de aço (World Steel Association, 2024). Essa disparidade resulta em perda de valor agregado e vulnerabilidade econômica perante as oscilações de preços internacionais, lideradas pela demanda chinesa. Através de pesquisa qualitativa, quantitativa e documental, o estudo avalia as vantagens competitivas das reservas de hematita de alta pureza no Quadrilátero Ferrífero e em Carajás. Os resultados demonstram que a verticalização da cadeia produtiva, amparada por uma infraestrutura logística já consolidada, é o caminho fundamental para a soberania industrial brasileira no século XXI. A discussão destaca que tal mudança exige um projeto de Estado de longo prazo, enfrentando desafios como o elevado custo de implantação e a necessidade de segurança energética. Conclui-se que o fomento à "siderurgia verde", fundamentado no uso de Hidrogênio Verde e biocarvão, posiciona o país como líder na nova ordem climática global, transformando o potencial mineral bruto em desenvolvimento sustentável e inserção estratégica nas cadeias globais de valor.

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